Conheça o trabalho da equoterapia da RPMMon que faz a diferença na vida de quem pratica

 

 

Desde 1998, a Polícia Militar de Santa Catarina, através do Regimento de Polícia Militar Montada, realiza o trabalho de equoterapia junto a pessoas com deficiência. A terapia, que tem o cavalo como seu principal agente e foi pioneiro em Santa Catarina, já realizou atendimento a cerca de 500 famílias.

 

As sessões acontecem semanalmente na sede do RPMMon, em Barreiros, São José, das 7h às 13h com duração de trinta minutos. O serviço é gratuito e ofertado a toda comunidade, mas para participar é necessário ter indicação médica. No local, há uma equipe técnica que atende todas as segundas-feiras pela manhã para orientar os interessados, quanto as indicações e contraindicações à equoterapia, procedimentos e documentos necessários para acesso a fila de espera a vaga na equoterapia.

 

A equoterapia é destinada a pessoas com deficiência e busca seu desenvolvimento global. A equipe técnica é composta por profissionais da área da equitação, saúde e educação, que atuam de forma interdisciplinar. Atualmente a equipe conta com nove policiais cavalarianos e três voluntários civis - fisioterapeuta, psicóloga e educador físico. Além destes profissionais, sete equinos treinados adequadamente para este fim realizam a equoterapia da Polícia Militar, são eles: Candara, Centurião, Xique, Hebreu, Simba, Faceiro e Ben-hur.

 

Por semana, são realizados 48 atendimentos entre pessoas sem diagnósticos conclusivos, com paralisia cerebral, com síndrome de down, com déficit intelectual, com transtorno de déficit de atenção com e sem hiperatividade, com transtorno do espectro autista, com atraso no desenvolvimento global, entre outros casos. O 2º sargento Hilário José Ferreira, coordenador do serviço de equoterapia da PMSC, relata que a equoterapia denota ganhos no aspecto social, comportamental, emocional e físico aqueles que praticam, pois o cavalo símbolo de força e beleza, cativa e envolve de maneira que eleva a autoestima e autoconfiança do paciente, e desabrocha a afetividade criando forte vínculo entre praticante, animal e equoterapeutas.

 

“A andadura do cavalo ao passo produz o movimento tridimensional que é captado pelo assento do praticante e através da espinha dorsal é conduzido ao cérebro, que por sua vez reage às oscilações, criando sinapses e ao mesmo tempo emite estímulos para todo o corpo promovendo organização e consciência corporal. Desenvolvendo força muscular e equilíbrio. Além de possibilitar estímulos à fala, concentração e memória. A equoterapia ajuda no desenvolvimento e força de quem pratica”, afirmou o coordenador.

 

A Ana Clara, de seis anos, é paciente desde setembro de 2018, ela foi diagnosticada com paralisia cerebral. A mãe, Daniela conta que procurou a equoterapia para que a ajudasse na postura da filha, que já estava começando a sustentar o corpo. “Hoje, a Ana Clara já tem uma excelente postura graças a equoterapia. Ela não tem o movimento das pernas, mas foi adaptada a um andador e já se locomove. Para nossa alegria no início de dezembro ela conseguiu ficar por alguns minutos em pé sozinha”, disse. Daniela afirmou que a equoterapia possibilitou a pequena Ana Clara a ter hoje uma postura melhor, além de várias outras evoluções motoras. “Temos muito a agradecer a esta equipe que tanto vem nos ajudado na evolução da musculatura da Ana Clara”, concluiu.

 

Para Juliana Fernandes, mãe do pequeno Augustus, de cinco anos, que tem hemiparesia – paralisia do lado esquerdo do corpo, o principal benefício para o menino foi em relação ao equilíbrio. “Augustus era uma criança que caia muito por falta de equilíbrio. Hoje, as quedas cessaram depois do início da equoterapia. Essa foi a maior de todas as evoluções que ele teve”, afirmou.

 

A mãe relata ainda que o conjunto de terapias e profissionais envolvidos no trabalho fez com que até mesmo sua fala e seu vocabulário aumentasse. “Eu sou muito grata a equoterapia e aos profissionais que trabalham e se dedicam a nos ajudar com nossas crianças”, concluiu Juliana.

 

Outro benefício da equoterapia é em relação ao ambiente. Como ele é rico em estímulos, ele facilita a interação social dos praticantes, muito importante, principalmente para aqueles que preferem o isolamento, como os autistas.

 

“Tenho orgulho do meu trabalho, dos resultados maravilhosos que estamos apresentando e, principalmente, porque estamos fazendo a diferença na vida e de tantos praticantes e seus familiares. O amor é de toda a equipe e pessoas envolvidas”, finalizou o sargento Hilário.

 

Fotos: Nany Piazza Fotografia

 

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