Vice-presidente da ABERSSESC, subtenente Cléber de Paulo Irmão, prestigia palestra do ex-secretário da SSP/RJ

 

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Na noite da última quarta-feira (2), o vice-presidente da ABERSSESC, subtenente Cléber de Paulo Irmão, participou da palestra “Em Discussão – Segurança Pública: Crise sem medo”, com José Mariano Benincá Beltrame. O evento aconteceu no Auditório Deputada Antonieta de Barros na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).O palestrante é delegado aposentado da Polícia Federal e foi secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro por 10 anos. Foi ele o responsável pela ocupação do Complexo do Alemão e da Rocinha, além da Operação Guilhotina (que desarticulou um grande esquema de corrupção na Polícia Federal do Rio).

 

Em sua palestra, Beltrame falou sobre o seu trabalho do Rio de Janeiro e como conseguiu reduzir os índices de criminalidade, principalmente na Capital. Para ele, segurança pública não é sinônimo apenas de Polícia (Federal, Militar e Civil), mas de ordem publica. “Tem que ter policiais preparados, investigação e viatura, porém é preciso haver projetos e planos de expansão. É preciso mostrar a população qual o planejamento para resolver o problema. É preciso haver transparência. Segurança pública se faz com Polícia, Prefeitura, Órgãos Públicos e Assistência Social”, disse.

 

O palestrante assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro em 2006 e é considerado um dos principais responsáveis pela implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas da Capital fluminense. Ele contou que ao assumir o cargo estudou a história do Rio de Janeiro, inclusive a desocupação irregular e a chegada das drogas. Após meses de estudo ele criou dois projetos diferentes: um para os morros e o outro para a cidade baixa. Nas favelas criou as UPPs e no centro e bairros do RJ criou batalhões e delegacias, no qual apresentou projetos aos comandantes militares e delegados.

 

“As UPPs foram criadas para mostrar a população que naquele local há segurança, há Estado, há ordem. Fizemos um estudo dos levantamentos de armas e entrada de drogas, através da Polícia Civil, avisávamos a comunidade na noite anterior e ocupávamos o local. O básico nesses locais é a cidadania, é a paz. Depois dessas ocupações as pessoas conseguiram trabalhar, abrir seus negócios, virou rota do turismo”, afirmou.

 

O recado que Beltrame deixou para os florianopolitanos foi que é preciso ser feito algo antes que a criminalidade se espalhe demais. “É preciso se fazer estudos e realizar planos de ações junto com todos os Órgãos envolvidos”, finalizou.

 

“Foi uma palestra enriquecedora, com qualidade e com exemplos de que o trabalho contra a criminalidade é árduo, mas que é possível ser feito algo para combatê-la. Vou levar essa experiência para meu trabalho com toda a certeza”, disse o vice-presidente da ABERSSESC, subtenente Cléber de Paulo Irmão.

 

Fotos: Rafaela Dornbusch

 

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