Alto índice de suicídios entre profissionais da segurança pública foi tema de palestra no Ceará


O presidente e o diretor social e cultural da ABERSSESC, subtenentes Flávio Hamann e Edison Linhares Júnior, respectivamente, estão em Fortaleza, Capital do Ceará, onde participam do XV Fórum de Segurança Pública. Na tarde desta quinta-feira (27) eles tiveram uma palestra minitrada pelo major do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, José Edir Paixão de Souza, e pela doutora em sociologia Deilyse Assunção Miranda, sobre o tema: “Índices de suicídios entre os militares na área da segurança pública”.


Os palestrantes alertaram que os suicídios entre servidores da segurança pública são considerados o maior entre todas as profissões no Brasil. Dentre estes, sua grande maioria são cometidos pelos agentes públicos de baixa renda ou baixa patente e, ainda, que estão no serviço operacional, no qual exige um maior enfrentamento com a criminalidade. Outro dado alarmante é que a maioria dos suicídios são cometidos por militares com mais de 20 anos de serviço, ou seja, aqueles que atingem o nível máximo do estresse que a área a segurança pública exige.


O major e a socióloga mostraram uma pesquisa realizada com profissionais da segurança pública do Estado do Ceará: entre os anos de 2000 e 2014 que comprova que a taxa média de suicídios foi de 23,9 a cada 100 mil agentes.


Entre as sugestões para evitar esse índice alarmante, os palestrantes sugerem criar um laboratório de observação, de estudo e intervenção em casos de suicídio entre profissionais, órgãos de segurança pública, universidades e órgãos de saúde; fortalecer, ampliar e divulgar as práticas exitosas em saúde mental, tais como setores de biopsicosociais e projetos sociais (como equoterapia e cinoterapia); criar linha de vida, no qual profissionais treinados possam atender (via telefone e/ou internet) 24 horas pessoas em situações de crise suicida.


“Foi uma palestra muito interessante. São dados alarmantes e nós, como representantes de uma classe, precisamos ficar atentos e apresentar alternativas aos órgãos de segurança pública para evitar os suicídios e outras crises psicosociais que nossos militares enfrentam diariamente nas ruas para dar segurança a população e evitar a criminalidade”, disse o presidente da ABERSSESC, subtenente Flávio Hamann.


Fotos: Divulgação/ABERSSESC

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