ORIGENS DOS SUBTENENTES E SARGENTOS

Os Sargentos

Conforme verificado na obra: “História Militar do Brasil” de autoria de Gustavo Barroso, a palavra "Sargento" deriva do latim "servientes armorum" (servente de armas ou auxiliar de armas).

O termo era usado, na Idade Média, para designar os escudeiros e guerreiros profissionais que não tinham estatuto de cavaleiro, sobretudo nas ordens militares, servindo a pé ou a cavalo.

Atualmente descreve um grupo hierárquico, incluso entre os Alunos Sargentos e os Sub Tenentes.
 

Aluno  Sargento
 

Será explanado na seqüência hierárquica, pela qual ele esta entre o Cabo e o 3º Sargento.

Conforme a figura nº 01, da evolução de insígnia do Aluno Sargento, que inicialmente era um circulo branco, posteriormente substituído por um escudete, com uma “esfera de armilar”, que é o símbolo universal do ensino, até a insígnia adotada em 2009.

Figura 01-Insígnia de Aluno Sargento -  origens e evolução

Fonte: Subtenente PM Andrei Francisco Fernandes

Furriel ou 3º Sargento

 

Inicialmente o furriel era um militar de cavalaria, responsável pelas forragens dos cavalos. A designação vem do termo francês "fourrier", que, por sua vez, vem de "fourrage (forragem)". 

Até meados do  século XX, o posto de furriel era uma graduação, que era ocupada pelas praças entre as graduações de Cabo de esquadra e segundo sargento, sendo responsável pelas forragens dos cavalos e outras funções logísticas.

A Força Policial   pela Lei nº 1.150, 17 de setembro de 1917, no seu art.  3º adota a graduação de 3º Sargento (em lugar do furriel), o qual tem função do Comandar um Grupo de Combate.  

Conforme verificado no Almanaque do Centenário da Força Pública do Estado de Santa Catharina: 1835-1935 e outras fontes, na  figura nº 02 da evolução de divisa do 3º Sargento, no inicio a  “dragona”, sobre os ombros era parte do fardamento do Sargento.

Figura 02-Insígnia de 3º Sargento -  origens e evolução

Fonte: Subtenente PM Andrei Francisco Fernandes

2º Sargento 

 

 Graduação entre o furriel (3º sargento) e o 1º sargento, tem função inicial de assessorar o Comandante do Pelotão. A Força Policial inclui em seus quadros em 1866 a graduação de 2º Sargento.  Conforme figura 03 da evolução de divisa do 2º Sargento.

Figura 03 - Insígnia de 2º Sargento -  origens e evolução

Fonte: Subtenente PM Andrei Francisco Fernandes

1º Sargento 

 

Graduação entre o 2º sargento e o Sargento Ajudante (Subtenente), tem função inicial de assessorar o Comandante da Companhia.

A Força Policial inclui em seus quadros em 1866 a graduação de 1º Sargento.

Conforme verificado no Almanaque do Centenário da Força Pública do Estado de Santa Catharina: 1835-1935 e outras fontes, na  figura 04 da evolução de divisa do 1º Sargento.

Figura 04 - Insígnia de 1º Sargento -  origens e evolução

Fonte: Subtenente PM Andrei Francisco Fernandes

Sargento Ajudante ou Subtenente

 

O Sargento-ajudante surgiu em 1896, na então Força Policial, designando graduação posteriormente ao 1º Sargento e anterior ao posto de Alferes.

Também repassado que é a antiga designação do sargento mais graduado de um regimento, responsável por auxiliar o oficial ajudante (Alferes e depois 2º Tenente) na sua função de chefe dos serviços administrativos e de secretariado, sua insígnia originalmente era um disco de cor prata na mesma posição próxima aos punhos, utilizada pelos graduados.

Em 1929 o pré-requisito para ascensão ao oficialato era a condição de sargento ajudante ou 1º Sargento (concurso interno), sendo cancelada esta prerrogativa após o CFO formado em 1953.

Em 1937 conforme o Decreto Lei nº 05, foi verificada a modificação gradual de Sargento Ajudante para Subtenente (criação de três vagas), as funções do Subtenente eram mais amplas, assim como sua remuneração, sendo modificada a sua insígnia para um retângulo na cor prata a se utilizada no ombro.

O Exército Brasileiro através do Decreto-lei nº 4.840, de 16 de outubro de 1942, extingue a graduação de sargento-ajudante e dá outras providências, no seu artigo 4º:

“§  único, o quadro dos primeiros sargentos será assim aumentado de tantos primeiros sargentos quantos forem os sargentos ajudantes substituídos até o completo desaparecimento destes.”

O entendimento desta decisão e da verificação da troca do símbolo vigente (uma retângulo na cor prata e símbolo da força que servia), para o losango (Exército Brasileiro) e Triângulo Equilátero (para as Polícias Militares), passa pelo estudo da participação brasileira na 2ª Guerra Mundial, através de seu contingente da FEB (Força Expedicionária Brasileira), para tanto verificando o artigo -  “Memórias da Guerra: A Trajetória da FEB na 2ª Guerra Mundial”, autoria da Doutoranda Ketrim Daiana Mocelim.

O contingente da FEB, ao chegar em solo italiano, teve que  ser assessorado pelo Exército Norte Americano, que segundo o livro Crônicas da Guerra na Itália, relata que o fardamento brasileiro era parecido com o dos alemães além de inapropriado para enfrentar o rigoroso inverno europeu.

Já no livro A FEB por um soldado, relata que, além disso, devido ao fardamento ser lavado em água salgada durante a travessia, veio a encolher, necessitando  a troca dos fardamentos e também a troca  das insígnias, mas aqui ocorreu um erro de interpretação pelo Alto Comando Americano, pois o sistema de graduações dos praças era diferente do Exército Brasileiro, vindo a graduação de Subtenente para os norte americanos, ser interpretada funcionalmente entre o seu “ Master Sergeant” (figura 05) e o “First Sergeant ” (figura 06).

Figura 05-Insígnia de Máster Sergeant                                         Figura 06-Insígnia de First Sergeant                       

            das Forças Armadas dos Estados Unidos                                      das Forças Armadas dos Estados

          da América durante a 2ª Guerra Mundial ,                                 Unidos da América durante a

           Fonte:wikipédia                                                                    2ª Guerra Mundial , Fonte:wikipédia

O Comando do Exército Brasileiro, após o retorno da FEB,  verificou que poderia ser adotada uma mudança na insígnia de Subtenente, verificando então pelo Decreto nº 21.590, de 10/08/1946, na sua letra “b”, que os Subtenentes, utilizariam duas divisas formando um losango com eixo menor sobre o eixo longitudinal da ombreira.

Esta insígnia deveria ser adotada pelo Exército até 01/07/1948, sendo adotado pela PMSC   entre as décadas de 50 e 60.           

Assim o “losango”, é a representação de um “diamante”, pois simboliza  a dureza e longevidade, que aqueles que ostentam esta graduação   apresentam.     

Devido  as Polícias Militares serem força auxiliar do Exército, foi estipulado como analogia o “triângulo equilátero”, desta forma podemos supor que a graduação de Subtenente nas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares também representa um “diamante lapidado”.       

 A PMSC seguiu este Decreto e procedeu da mesma forma, conforme verificado no Almanaque do Centenário da Força Pública do Estado de Santa Catharina: 1835-1935 e outras fontes, na  figura 07 da evolução de Luva ou platina do Subtenente (serão explicitados estes termos no decorrer da obra)

Figura 07 - Insígnia de Subtenente -  origens e evolução

Fonte: Subtenente PM Andrei Francisco Fernandes

Prezados Subtenentes e Sargentos do CBMSC, as figuras apresentadas, são a representação do fardamento da PMSC (estão dispostas na obra “Polícia Militar de Santa Catarina Origens e Evolução: Hierarquia, Fardamentos, Inclusões, Promoções e Ensino”, figura 08), apesar que o CBMSC tenha sido emancipado em 13 de junho de 2013, atualmente as insignias das duas Corporações são semelhantes, mas com o fardamento em cores diferentes conforme figuras 09 e 10.

Figura 08                         Figura 09 - Fardamentos Operacional e Administrativo   do Corpo de  Bombeiros Militar de Santa Catarina e insignia de Subtenente BM Fonte: Arquivo Fotografico do  Subtenente BM Rudimar

Figura 10 -  Corpo de  Bombeiros Militar de Santa Catarina –

              insignias de 3º,2º e 1º Sgt BM

       Fonte:Site do CBMSC