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SubTen Mário Sadi Joaquim

 

Quase 30 anos de vida militar renderam ao Sub Ten Mário Sadi Joaquim muitas lembranças que ele cultiva com carinho. Ingressou na PM em 1972, como soldado, após um ano de exército. O destino inicial foi a Cia de Guarda. Em 76, passou para o curso de Sargento. Ficou na ativa exatamente, 28 anos e 10 meses e  há 11 anos passou à reserva. 
“A  Polícia Militar foi tudo na minha vida. Foi dessa profissão que tirei o sustento para meus filhos e consegui manter minha família”, declara o Sub Sadi, casado com Silvia Maria Joaquim, pai de Silvana Maria e Adriana Maria, e quatro netos.
A aposentadoria veio em 2000, quando estava no 7ºBPM. Da carreira militar lembra que o maior desafio foi lidar com os superiores. Um fato que lhe marcou, foi a transferência da DP onde servia. A forma como foi lhe dado a notícia o deixou chateado. “A forma como alguns superiores lidam e tratam os subordinados não é profissional e humana”, desabafa.
Mas, apesar das dificuldades, ele considera sua vida profissional vitoriosa. “Consegui chegar a ST e estou feliz por estar na reserva como SubTenente”.

 

Desafio

A aposentadoria, entretanto, também reservou momentos difíceis para ele. Em Janeiro 2010 descobriu um câncer, através de um exame, que até então estava sendo tratado como intolerância a lactose, pois sofria com dores abdominais.
O tumor foi extraído através de uma cirurgia, na qual foi tirado um pedaço do intestino.
Foram sete dias no hospital e mais 30 dias em casa, na fase de recuperação. E hoje, um ano depois, ainda está fazendo quimioterapia.
 “Quando recebi a notícia foi um grande impacto. E a minha primeira pergunta foi: “por que eu?”, lembra o Sub Sadi.
Depois, fez da doença motivação para mudar atitudes e pensamentos passando  a valorizar muitas coisas que antes passava despercebido.
“A força vem de Deus”, revela, destacando que a religião é um alicerce. “Se a pessoa não tiver fé e não acreditar em Deus, não terá força para superar esses momentos. Tem que ter uma religião, ter o amor, família e amigos”.
No mês de agosto, passou um período no CAPC (Centro de Apoio aos Portadores de Câncer), reunido com um grupo formado por 51 pessoas. O objetivo foi a troca de experiências, de como superaram a notícia da doença e de que forma estão buscando forças para superar essa fase.  Sadi revela que a luta contra o câncer é diária e muito difícil porque os efeitos da quimioterapia são devastadores. Além disso, ele ainda precisa realizar exames mensais para verificar a imunidade, e gasta em torno de R$ 600,00 ao mês, fora medicamentos.
“O CAPC É um lugar maravilhoso. Lá encontro apoio de uma equipe voluntária e de alguns que já foram portadores de câncer”.

 

Contribuição

Na Aberssesc, onde é sócio desde 1976 (ainda aluno do curso de sargento), fez grandes amigos e emprestou muito de sua experiência como pessoa e como profissional às atividades da Associação. Foi presidente do Conselho Deliberativo e se tornou Conselheiro Nato. Na diretoria executiva foi secretário, e na atual gestão foi tesoureiro até 2010, quando se afastou para tratamento de saúde.
Apesar da doença, Sadi revela que está feliz pelas oportunidades que a vida lhe deu. E, como retribuição, faz do seu tempo possibilidades de ajudar as pessoas, sendo através de palestras ou de doações. “Todo ser humano tem o direito de ser feliz e eu procuro ajudar àqueles que necessitam”, declara, lembrando que passou a valorizar muito a saúde e que hoje procura viver cada dia como se fosse único.
Amizade é uma palavra que faz parte de suas muitas lições de vida e não se cansa de declarar a importância que dá aos amigos e aos pequenos gestos.
“ No final do ano os diretores da Aberssesc ligaram desejando felicitações natalinas, força e saúde. Esse gesto e a lembrança, me emocionou muito.” Sentindo que os amigos não haviam me abandonado.
O SubTen Sadi sempre pautou sua conduta e profissionalismo de forma exemplar. Dedicado e responsável em tudo que faz, dedicou sua habilidade em prol da Aberssesc. Sempre procurando ajudar a quem o procurava, fez das funções que ocupou na Associação, uma forma de estreitar os laços de amizade, sempre dispensando um tempo para ouvir e aconselhar cada um com palavras de incentivo.


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